“Cessar-fogo” de Trump termina sem ter começado

O “cessar-fogo energético” anunciado por Donald Trump desmoronou. Mais de 360 drones russos atingiram a região de Kirovohrad, na Ucrânia, matando três pessoas e ferindo seis. A Rússia também atacou usinas ucranianas e teve atingida uma refinaria na região de Ryazan. “Nossa decisão de não atingir refinarias caiu. Acabou”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Já o presidente da Romênia, Nicusor Dan, disse que dois drones russos haviam violado o espaço aéreo do país e atingido dois cargueiros químicos. "A situação no Mar Negro é muito séria. Isso é inaceitável e precisa parar", completou Dan.

Zelensky diz que Estados Unidos traíram a Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse se sentir traído pelos Estados Unidos depois que o acesso militar ucraniano à rede Starlink foi restringido. Em entrevista a Piers Morgan, quando perguntado se a decisão do governo de Donald Trump era uma traição, respondeu: “Realmente, sim”. Zelensky disse que a limitação reduz a capacidade de derrubar drones e mísseis russos. “Pessoas vão morrer”, afirmou.

Elon Musk negou ter reduzido a velocidade da Starlink. Disse que os sistemas afetados são do Starshield, uma rede baseada na mesma tecnologia, mas pertencente e controlada pelo governo americano. Segundo Musk, qualquer limite de velocidade ou uso é decidido pelas forças armadas americanas e, em último caso, por Trump.

Trump cancela transmissão ao vivo de execução

Donald Trump cancelou a transmissão ao vivo da execução de Nidal Malik Hasan, ex-psiquiatra do Exército americano condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A execução por pelotão de fuzilamento continua marcada para o dia 3 de dezembro.

O plano havia sido anunciado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e recebeu críticas de republicanos, democratas e líderes religiosos. Trump disse que a transmissão poderia servir como exemplo de como os Estados Unidos lidam com terroristas, mas que “muitas pessoas muito boas e bem-intencionadas” prefeririam não assistir.

Campanha de Lula acusa Meta de interferência eleitoral

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai denunciar a Meta à Organização dos Estados Americanos por suposta interferência nas eleições brasileiras. Segundo o coordenador da campanha, senador Camilo Santana, publicações de Lula aparecem sem botão de compartilhamento, têm seu alcance reduzido e chegam a ser exibidas sem áudio ou em velocidade acelerada. Páginas de apoiadores também teriam sido derrubadas.

A campanha afirma ainda que uma busca pelo canal “exército do Lula” no WhatsApp leva usuários ao canal “tropa de Flávio”, de Flávio Bolsonaro. A inteligência artificial da Meta também se recusaria a criar imagens de apoio a Lula, mas atenderia a pedidos semelhantes sobre Flávio. A Meta disse ao Tribunal Superior Eleitoral que os problemas técnicos não atingiram apenas a campanha de Lula e que as regras para geração de imagens eleitorais se aplicam a todos os candidatos.

174 mil votam no primeiro dia do referendo em Alberta

Um total de 174.532 moradores de Alberta votou no primeiro dia de votação antecipada do referendo da província canadense. É mais do que a média diária de 150 mil eleitores registrada nas últimas eleições realizadas na província canadense, em 2023.

O referendo será realizado na segunda-feira, dia 19, e tem dez perguntas. Uma delas pergunta se Alberta deve realizar outro referendo, dessa vez vinculante, sobre sua separação do Canadá. Uma pesquisa do instituto Ipsos mostra que 70% querem permanecer no país; 20% apoiam a realização de novo referendo e 14% dizem que votariam pela separação.

← mais em Cinco · link permanente