Jurista sul-africana recebe Prêmio Nobel da Paz

A jurista sul-africana Navi Pillay, de 85 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira, 9 de outubro. Segundo o comitê norueguês, ela foi escolhida para "lembrar ao mundo que as leis - nacionais e internacionais - sustentam o sistema que estabelecemos para assegurar a paz."

A ex-juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) soube da notícia enquanto participava de uma conferência em Nuremberg, na Alemanha, local dos julgamentos de líderes nazistas e berço do direito internacional moderno. Ao ser aplaudida, Pillay disse que se recebesse mais aplausos talvez compartilhasse seu prêmio com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Trump recebeu de presente a medalha do prêmio das mãos de Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora no ano passado.

EUA punem TPI com sanções em tentativa de acabar com tribunal

Horas depois que Navi Pillay, ex-juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), recebeu o Prêmio Nobel da Paz, os EUA anunciaram sanções contra o tribunal. Em comunicado divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA, o secretário Marco Rubio disse que transações com a corte seriam banidas, "cortando seus recursos e impedindo que esse tribunal possa operar contra nós", acrescentando que "os Estados Unidos e o povo americano não são sujeitos à jurisdição desse TPI fajuto".

"Barbárie": EUA ordenam execução pública de condenado à morte

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, ordenou a execução pública de um condenado à morte, determinando que ela seja transmitida ao vivo. "Ele vai enfrentar um pelotão de fuzilamento composto por soldados, como deve ser, e vamos assegurar que as pessoas possam assistir tudo, que seja público". Hegseth falava da execução de Nidal Malik Hasan, um psiquiatra do Exército americano que matou 13 pessoas e feriu outras 32 em uma base militar no Texas em 2009.

Austin Sarat, professor de jurisprudência e cientista político no Amherst College, do estado de Massachusetts, disse ao Guardian que a última execução pública nos EUA havia ocorrido em 1936, quando um homem foi enforcado no estado do Kentucky, e acrescentou:

Isso é algo que mina a dignidade do país em que vivo. É uma barbárie. Uma morte por pelotão de fuzilamento, ao vivo, é um aviso de que o que quer que esse país já tenha representado ou incorporado no passado é algo que esse governo quer demolir.

Ministro da Educação da França promete mais professores

Estudantes secundários franceses voltaram a tomar as ruas de Paris pela segunda vez nessa semana para protestar contra o estado da educação no país e pedir melhores condições. Milhares de jovens se reuniram na Praça da Bastilha e na Praça da República e tiveram a adesão de estudantes universitários, além de docentes.

"Vamos distribuir cerca de 3 mil professores nas próximas horas, professores que ainda não tinham sido adequadamente alocados pelo sistema educacional", disse o ministro da Educação, Édouard Geffray, durante entrevista no canal TF1. "Também vou permitir que escolas que precisem contratar mais professores do que o normal também o façam", completou o ministro.

EUA sugerem ao Chile que direito ao Estreito de Magalhães não é garantido

O embaixador dos Estados Unidos no Chile, Brandon Judd, disse que o apoio americano aos direitos chilenos no Estreito de Magalhães dependia de uma cooperação mais estreita com o governo Trump. "Se vocês querem dinheiro para combater o crime organizado, se querem um país que vai ajudar vocês a proteger seus direitos sobre o Estreito de Magalhães, então vocês também vão precisar trabalhar conosco em coisas que são importantes para nós também", completou Judd.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, respondeu que o Chile não precisa de ajuda para manter a sua soberania. "O Estreito de Magalhães foi, é e sempre será chileno", assegurou. "Podemos defender nossa própria soberania. Não precisamos da ajuda de ninguém. É assim que temos feito as coisas pelos últimos 200 anos", acrescentou o ministro.

Para ler no fim de semana

Como a IA me substituiu

Uma trabalhadora de uma empresa da tecnologia da educação conta como foi substituída pela inteligência artificial. No Oakland Review of Books.

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